"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

sábado, 28 de fevereiro de 2015

A volta do Protótipo Vectra com motor de Opala - 2006

Em abril de 2011 falei sobre um protótipo Vectra com motor de Opala, preparado pelo renomado Carlos "Tigueis" Batista, que disputou a prova nos anos de 2003 e 2004. Chamo-o de protótipo, porque a mecânica e o chassi do bólido são derivados do Chevrolet Opala, montados sob a carenagem do Vectra utilizada na Stock Car entre 2000  e 2003. Entretanto, não fiz a menção de que este carro também participou da prova em 2006, desta vez sob o comando do trio Robson Duarte/Anailson Rui/Elton Dalcomo. Na classificação, o Vectra obteve o 31º e último tempo, com a marca de 1min58s700. Já na prova, terminou na 20ª posição na geral e na 4ª da categoria STC (dos 6 carros que largaram e foram inscritos nessa categoria), com 202 voltas completadas.

As marcas anteriores do carro foram as seguintes:

2003
Grid: 24ª posição (1min48s963)
Posição Final: 13ª posição na geral e 2ª colocação na categoria 2, atrás somente da BMW M3 dos italianos Stefano Zonca/Diego Alessi/Ettore Bonaldi/Franco Modino.
Pilotos: Reinaldo Gasko/Victor César Levy/Carlos "Tigueis" Batista

2004
Grid: 30ª posição (1min51s353)
Posição Final: 36ª posição na geral (190 voltas)
Pilotos: Robson Duarte/Diego Garrafa/Cláudio Sarmento/Carlos "Tigueis" Batista






Adendo: Hoje, 28 de fevereiro de 2015, este humilde blog completa 5 anos de vida. No início, a minha idéia era somente postar algumas fotos e informações que consegui obter ao longo de alguns anos de pesquisa sobre a história da Mil Milhas Brasileiras. Conheci essa prova em 2003, e desde então fiquei fascinado pela sua forma de disputa, e, a cada nova história que eu descobria, esse sentimento só aumentava.

Pois bem, chegou um momento em que percebi que não valia muita coisa acumular tanta informação sem dividir com os outros amantes do automobilismo brasileiro, então resolvi criar este blog, que aos poucos foi melhorando a qualidade dos textos e postagens, até se tornar digno de ser fonte de pesquisa sobre determinados assuntos. A verdade é que eu não sabia muito bem como funcionava essa história de blog, e fui aprendendo com o passar do tempo! Foi então que em 28 de fevereiro de 2010, iniciei as atividades do Blog da Mil Milhas, ao postar a foto da chegada da edição de 1966, quando Eduardo Celidôneo recebeu a bandeirada à bordo da lendária Carretera Chevrolet Corvette n° 18, para a imensa alegria do grande Camilo Christófaro, o Lobo do Canindé, que desde 1957 perseguia a vitória na prova.

Com o passar do tempo, vi que me concentrar somente na história da Mil Milhas me faria perder um pouco do prazer de falar de assuntos igualmente interessantes. Por isso, passei a diversificar um pouco o conteúdo das postagens, partindo de acontecimentos dos fins de semana de corridas, passando pelas miniaturas de carros (meu vício, confesso) e chegando até às provas de arrancada, categoria essa que defendo, e sempre defenderei, pois a considero como uma parte do automobilismo, e não como algo marginal, fora da lei, como, de fato, foi durante muito tempo. Felizmente, aos poucos a arrancada se desvinculou do rótulo de racha, e adquiriu status profissional. Basta ver a evolução da arrancada no Brasil, do início dos anos 2000 para os tempos presentes. E se toda essa realidade não fosse suficiente para fazer da arrancada uma categoria do automobilismo, bastaria analisarmos o exemplo norte-americano para termos uma medida da sua importância.

Ao longo desses anos, sempre fui insistente na busca de informações para as postagens. Várias vezes entrei em contato com pilotos, jornalistas, preparadores e fotógrafos, enchi o saco mesmo (rsrsrsrs)! Algumas vezes nem mesmo obtive retorno, em outras não consegui as informações de que necessitava. Mas na grande maioria das vezes tive o prazer de conversar e fazer amizade, mesmo que pela internet, com grandes pessoas. Entre essas pessoas, destaco:

Napoleão Augusto Ribeiro, que inúmeras vezes me socorreu com as fotos e informações valiosas de seu enorme e importante acervo da história do automobilismo brasileiro. Muito obrigado Napoleão, grande abraço!

Felipe Meirelles, um grande caráter que tive o prazer de conhecer, e que me forneceu fotos e informações indispensáveis para contar a história da participação do único Chevrolet Monza que correu uma Mil Milhas. Felipe, um grande abraço cara, muito obrigado!!

Fernando Julianelli, que de forma muito solícita me enviou as fotos pessoais da BMW com a qual disputou a prova em 1998. Muito obrigado Fernando!

Rodrigo Vieira, do tradicional site Autodynamics, que possui um arquivo muito valioso com fotos da prova das edições de 2001 a 2008. Rodrigo, suas fotos são patrimônio da história do automobilismo!

Fernando Fagundes, do Blog Hiperfanauto, que com seus comentários valiosos, com muito conteúdo, só contribui para o crescimento desse blog. Um grande abraço amigo!!

E mais ainda, agradeço a todos que já acessaram esse blog, sua visita é muito valiosa, pois a sua audiência me inspira a sempre colocar no ar mais uma história do nosso automobilismo. Muito obrigado a todos, de coração!!

E que esse espaço se mantenha útil aos fãs do automobilismo por muitos e muitos anos.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Maverick Arrancada Automotor/Batistinha


O post de hoje traz a lembrança de um dos carros mais históricos da arrancada brasileira. Trata-se do Ford Maverick n.16 da renomada oficina Automotor, fundada pelo Sr. Luís Francisco Batista. O carro em questão é um Maverick ano 1974, que antes de estrear na arrancada, em meados de 1987, já havia disputado provas na antiga categoria Turismo 5000, categoria esta cujo grid era formado Maverick's, Dart's e até mesmo um Galaxie (também preparado pela Automotor), todos com possantes motores V8. Cabe ressaltar que a Turismo 5000 disputava provas somente no anel externo de Interlagos.

Como dito anteriormente, o "Maveco" estreou na arrancada por volta de 1987, quando as provas eram realizadas à noite, no sentido inverso ao habitual, já que os carros largavam do fim em direção ao início da reta dos boxes de Interlagos. Desde essa época, a pilotagem ficava por conta de Luís Fernando Batista, o Batistinha, filho do preparador da fera. Após ser campeão paulista nos anos de 1990 e 1991, o bólido passou cerca de 09 anos parado, e só retornou em 2002, quando passou a disputar a antiga categoria TTS (Tração Traseira Super), e esporádicas participações na TTN (Tração Traseira Nitro). Nessa época, foram vários recordes quebrados, além dos títulos paulista de 2003 e 2004, paranaense de 2006 e 2007 (onde chegou a marcar 10s048 na SSTT) e do Festival Força Livre de Arrancada, disputado também em Curitiba, quando venceu em 2004 e 2006.

Durante a maior parte da história desse carro, a pintura utilizada foi sempre a mesma, qual seja, carroceria na cor branca com duas faixas centrais azuis, o que tornou-se marca registrada da oficina Automotor. Somente em 2006 o carro ganhou nova roupagem, quando foi adotada a pintura cinza e preta, com destacado patrocínio da Goodyear.

Sem sombra de dúvidas, esse é um carro que faz parte da história da arrancada no Brasil, tanto pelo longo histórico de participações em provas, quanto pelas inúmeras vitórias. O Maveco sempre foi muito forte, pois a preparação, a cargo do Sr. Batista, é calcada nos detalhes e na precisão do acerto, o que torna-o um carro vencedor. E claro, as "receitas especiais" de graduação do comando de válvulas e da regulagem do carburador Quadrijet, que são guardadas a sete chaves pelo seu preparador.

Algumas informações:

Ford Maverick 1974
Potência: Cerca de 500 cv
Câmbio: Original de 04 marchas, trabalhado pela Automotor
Alimentação: Carburador Quadrijet Holley 750 cfm
Frente inteiriça, em fibra de vidro
Freios somente na dianteira, a disco





domingo, 1 de fevereiro de 2015

Nomes que fizeram/fazem a Stock Car VII: Beto Giorgi


Hoje falaremos de um piloto que causou sensação na Stock Car no início dos anos 2000, e que por muito pouco, não foi o responsável pela quebra da hegemonia de títulos dos chamados "Dinossauros". Trata-se do paulista Roberto "Beto" Giorgi.

Beto Giorgi estreou na Stock no ano 2000, e logo de cara foi eleito o piloto revelação do ano, após terminar a temporada na 6ª posição. A 1ª vitória logo chegaria, e veio de forma inquestionável: Na 9ª etapa do campeonato de 2001, disputada no Autódromo de Jacarepaguá (mutilado em 2006 e finalmente morto em 2012), Giorgi largou na pole e venceu a corrida de ponta a ponta. Naquele ano, foi um dos postulantes ao título, brigando pela ponta da tabela até as últimas corridas. Terminou a temporada na 3ª colocação, atrás de Chio Serra e Ingo Hoffmann.

Em 2002 venceria duas provas (Mato Grosso do Sul e Brasília) e novamente seria um dos protagonistas na luta pelo título. Ao fim da temporada, terminou na 4ª posição da tabela, atrás de Ingo Hoffmann, Chico Serra e Cacá Bueno. Cabe ressaltar que, após conquistar a vitória no DF, Giorgi teve o motor de seu carro roubado, quando o caminhão da equipe RC Competições que transportava o motor e outros equipamentos de corrida, foi assaltado no bairro de Santo Amaro, zona sul da capital paulista. A solução foi utilizar o motor do carro utilizado até então por Neto de Nigris, que havia saído da equipe na última corrida. Este foi um dos fatores que influenciaram no resultado final do campeonato.

Após mudar de equipe, os resultados não foram os mesmos, e Beto Giorgi deixou de ocupar as primeiras posições. Em 2004 correu apenas 2 provas (Curitiba e Londrina), pela equipe P&B Racing Team, terminando entre os 20 primeiros.

Após a ausência de 2004, Giorgi voltou à categoria em 2005, correndo pela equipe JF, de Jorge de Freitas. O resultado não foi dos melhores, e ao final da temporada, terminou na 20ª posição, com 34 pontos marcados.

Ausente em 2006, Beto Giorgi disputou duas corridas na temporada de 2007 (Jacarepaguá e Interlagos), pela equipe TM Sports.

A última participação do piloto na Stock Car ocorreu na 5ª etapa da temporada 2009, a bordo do Peugeot da equipe RCM Competições, no lugar de Enrique Bernoldi.

Sem dúvidas, Beto Giorgi gravou seu nome entre os grandes destaques da Stock, mas infelizmente por questões de patrocínio, a sua carreira na Stock não gerou um maior número de resultados positivos.

Dados Gerais:
Vitórias: 03 (Rio de Janeiro em 2001, Mato Grosso do Sul  e Brasília em 2002)
Poles: 03 (Rio de Janeiro em 2001, Londrina  e Interlagos em 2002)
Pódios: 09
Melhor volta: 01 (Mato Grosso do Sul em 2002)
Corridas disputadas: 66
Equipes: RC Competições; Manzini Competições; Nascar Motorsport; P&B Racing Team; JF Racing; TM Sports e RCM Competições.