"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

sexta-feira, 25 de maio de 2018

GP de Mônaco de Fórmula 1


Acompanho a Fórmula 1 desde os idos de 1998, quando tinha apenas 07 (sete) anos de idade. E quando digo acompanhar, é seguir mesmo (tipo um relação pré-Instagram), acompanhar todos os noticiários, sobretudo aquele resuminho que o Fantástico sempre fazia, ainda que tivesse assistido toda a corrida pela manhã. Eram tempos de poucas possibilidades, e internet para mim sequer era um sonho, pois não a conhecia, rsrsrsrsr.

Confesso que no auge da minha infância, não sabia a importância do GP de Mônaco para a categoria, ou melhor, para o automobilismo como um todo, considerando que trata-se de uma das "pernas" da chamada Tríplice Coroa do Automobilismo, tão difícil que fora conquistada apenas por um piloto, o mestre Graham Hill, em que pese outros terem conquistado duas "pernas". São eles: Tazio Nuvolari, Maurice Trintignant, A.J. Foyt, Bruce McLaren, Jochen Rindt, Jacques Villeneuve e Juan Pablo Montoya.

Há de se considerar que a ausência de interese pelo GP de Mônaco se deu também pelo fato de que minha geração não teve o prazer de acompanhar as corridas (e vitórias) de Senna no principado, que somente aumentaram o brilho desta etapa.

Mas com o passar do tempo, vamos aprendendo o valor das coisas, e hoje, o GP de Mônaco é uma das etapas mais esperadas do ano. E estando na véspera dele, nada melhor que relembrar alguns episódios. Como dizia o saudoso Goulart de Andrade, "vem comigo!", mas sem obedecer a uma ordem cronológica ou de preferência.


2001 - Após registrar a pole position no treino de classificação, David Coulthard teve problemas na volta de apresentação, motivo pelo qual fora obrigado a largar do fundo do grid. Na escalada do grid, rumo às primeira posições, encontrou o brasileiro Enrique Bernoldi com sua Arrows-Asiatech pelo caminho, e que, em toda a sua razão, não cedeu de graça a posição para o escocês, porquanto estavam em plena disputa na pista. A perseguição durou 35 voltas, e no final da prova, Bernoldi ainda levou uma bronca, sem qualquer motivo, de um enfurecido Ron Dennis.
1992 - Uma das vitórias mais marcantes de Senna, não só em Mônaco, mas em toda a sua carreira na Fórmula 1. A bordo de uma Mclaren que já não era tão dominante,  Senna, que tinha largado na 3ª posição, tomou a ponta na volta 70, quando Mansell foi aos boxes com a suspeita de um furo no pneu. A partir de então, viu a Williams do Inglês descontar a desvantagem a passos largos, e nas últimas 03 voltas, o carro azul, branco e amarelo estava em seu retrovisor o tempo inteiro. Mas a vitória ficou mesmo com a Senna, a 5ª e penúltima no principado.
1965 - Apesar de não ter sido a primeira vitória de Graham Hill em Mônaco, mas sim a 3ª do total de 05, essa foi a única ocasião em que ele registrou um hat-trick (pole, volta mais rápida e vitória), correndo pela BRM.
1972 - Não somente marcante para o piloto Jean-Pierre Beltoise, que venceu sua única corrida na categoria, o Gp de 1972 marcou também a última vitória da equipe BRM, campeão de pilotos (com Graham Hill) e de construtores em 1962.
1992 - Em mais uma façanha obtida com carros complicados, o mago do acerto e da mecânica Roberto Pupo Moreno consegue a inédita classificação para a carroça da Andrea Moda, ainda que no último lugar do grid. A corrida durou apenas 11 voltas, pois o motor Judd não aguentou a exigência. Porém, Moreno mais uma vez escrevia seu nome na história da categoria.
1984 - A primeira participação de Senna no GP de Mônaco. Em meio à forte chuva, ele fez várias ultrapassagens, andou mais do que o seu Toleman permitia, e só não venceu porque o belga Jack Ickx decretou o final da corrida, sob a desculpa de que as condições climáticas não permitiam a continuidade da prova com a segurança mínima, apesar de a chuva estar mais amena na ocasião, em comparação com o início da prova.
1998 - Primeira e única vitória de Mika Hakkinen em Mônaco, sendo também um hat-trick. No fim do ano, fora campeão da categoria.
1987 - Primeira das 06 vitória de Ayrton Senna nas ruas de Mônaco, sendo a única pela equipe Lotus. Marcou também a primeira vitória de um bólido com a suspensão ativa, bem como fora também o melhor resultado de Nelson Piquet no circuito, ao terminar na 2ª posição.

domingo, 6 de maio de 2018

Miniaturas na escala 1:64 - Chevrolet Cruze e G20


Por um descuido meu, acabei não falando na última postagem sobre duas miniaturas na escala 1:64 que adquiri para a coleção, ambas da marca Chevrolet e produzidas pela Greenlight. Trata-se de um Cruze 2013 e uma van G20 1977.

O Cruze, de primeira geração, está com a linda caracterização de um táxi carioca, além de ter um ótimo nível de detalhes para a sua escala reduzida. Já a Chevy G20 está com a caracterização da série Black Bandit, lançada no ano de 2004, e conta igualmente com muitos detalhes de pintura. Seguem as fotos:






sábado, 21 de abril de 2018

Miniaturas BMW, Ferrari, Porsche, Mazda e Chevrolet


Já tem um bom tempo que não falo sobre miniaturas aqui no blog, pois a última postagem sobre o assunto foi há quase dois anos atrás. Porém, não me esqueci deste hobby que me acompanha há tantos anos, e ao longo desse tempo, fiz outras aquisições para a coleção. E hoje, aproveito para mostrar algumas das minis na escala 1:64.

Mazda RX7 - Talvez por influência da série Velozes e Furiosos, esse modelo, que em meados de 2003 já tinha um certo tempo de estrada, passou a ter o seu lugar no rol dos esportivos japoneses clássicos, ao lado de modelos Toyota e Mitsubishi. Essa versão de miniatura é fabricada pela Hot Wheels, e apesar de ser da série comum, tem um grande nível de detalhes.


Sempre gostei de carros na versão Station Wagon, e quando vi essa BMW Série 5 Touring, não pensei duas vezes em adquirí-la para a coleção. Esse modelo foi fabricado pela Majorette.


O clássico Porsche 934 RSR Turbo, da Hot Wheels. Essas réplicas de BBS dão um charme a mais à mini.


E por fim, uma Ferrari 456 GT da Matchbox, que veio até na caixinha que deu origem ao nome da marca.


sexta-feira, 6 de abril de 2018

Estréia da Automotor nas Mil Milhas Brasileiras


Referência (ou melhor, sumidade), no que diz respeito a restauração e conserto de carros clássicos de todas as épocas, sobretudo da linha V8 da Ford (Mustang, Maverick, Landau, Galaxie), a Automotor atua no mercado desde o ano de 1963, ao passo que a trajetória nas pistas iniciou-se no início dos anos 80, com a categoria Turismo 5000.

Na época, a equipe virou referência no certame, ao introduzir o Galaxie e o Maverick de 04 portas na disputa, quando os modelos de 02 portas dominavam o grid e as primeiras colocações. O sucesso da receita do Maverick 04 portas fora tão grande, que em 1984 e 1985 sagrou-se campeã da categoria, com o piloto Ney Faustini, enquanto o Galaxie, se não obteve vitórias, ao menos fora sensação nas corridas.

Sendo assim, o post de hoje vai ser dedicado a lembrar a estreia da equipe na Mil Milhas Brasileiras, ocorrida no ano de 1986. Na ocasião, o Maverick da equipe fora pilotado pela dupla Plínio Riva Giosa e João Batista Caldeira, que terminou a prova na 10ª posição na classificação geral, com 183 voltas completadas.

As participações da Automotor em outras edições da Mil Milhas, que durou até a edição de 1996, serão assunto para outras matérias deste blog, aguardem.







Fotos: Página da Automotor no Facebook.

segunda-feira, 26 de março de 2018

A estréia de Giuliano Losacco na Copa Truck


Confesso que fiquei sabendo há pouco tempo que ele iria estrear nos brutos. E no sábado, depois do treino de classificação, foi uma ótima notícia ver Giuliano Losacco conquistar a 9ª posição do grid da etapa de abertura da Copa Truck 2018, disputada no autódromo de Cascavel, PR. E esse feito foi ainda mais especial, levando em conta que os grandes nomes da categoria estavam presentes no grid, em condições iguais de equipamento.

Se o resultado da primeira bateria foi animador, com o 7º lugar obtido (em que pese os vários abandonos), a segunda corrida reservou emoções ainda maiores. Após largar na 1ª posição, devido à regra do grid invertido e os problemas enfrentados por Débora Rodrigues, Lossaco segurou a pressão exercida por André Marques e Wellington Cirino, para vencer a bateria e escrever seu nome na história da categoria.

Sinceramente, que este seja um grande ano para o piloto, seja na Truck ou em qualquer outra categoria pela qual ele venha a correr. Tive o prazer de acompanhar a carreira do Losacco na Stock, desde a estréia incrível em 2003, na qual terminou a prova em 2º lugar, atrás apenas de "um certo alemão que ganhou nada mais, nada menos, que 12 títulos na categoria (!!!)", passando pelos dois títulos (2004 e 2005), sendo por 12 anos o piloto mais jovem a vencer a categoria (e até hoje o mais jovem bicampeão), além dos últimos anos, que foram de performances discretas, muito devido ao equipamento limitado. Mas os seus feitos estão na história, e isso ninguém apaga. Boa sorte Losacco!




sábado, 24 de março de 2018

O trágico acidente da Mil Milhas de 1986

Nem só de boas lembranças é formada a história da prova Mil Milhas Brasileiras. Em algumas situações, sobretudo em virtude da insuficiência de recursos da organização da prova, muitos aspectos deixaram a desejar, sendo a segurança o mais delicados deles.

Numa época em que a transmissão televisiva era tímida, ou mesmo inexistente, o traçado antigo de Interlagos poderia proporcionar muitos sustos e ingratas surpresas aos pilotos. Desde animais na pista, falta de visibilidade e de sinalização apropriada, e não raro, a invasão do público, que muitas vezes buscava um posto o mais perto possível da pista, cercada pelo mato e barrancos em diversos pontos até a grande grande reforma de meados de 1989.

A 16ª edição, disputada em janeiro de 1986, registrou a morte de um desses espectadores, neste caso, o jovem Dalton de Souza Pereira, de apenas 20 anos. Por volta das 2h30min, Dalton e outros 03 amigos atravessaram a pista na altura do final da reta oposta, ponto em que os carros passavam facilmente dos 200 km/h. Do grupo, apenas Dalton não conseguiu evitar o atropelamento, sendo colhido pelo Maverick nº 36, pilotado por Adalberto Tagashira e Sérgio Luiz Gracia.

E ainda, houve quem quisesse conturbar ainda mais a situação, pois um delegado de polícia não identificado quis enquadrar o piloto como autor de um homicídio culposo. Porém, não obteve êxito.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Série nomes que fizeram/fazem a história da Stock Car - Parte XV: Augusto Falletti


Advogado de sucesso, Carlos Augusto Falletti (São Paulo-SP, 06 de agosto de 1960) foi um dos nomes que viu a Stock Car como uma grande oportunidade de praticar o automobilismo como um hobby. Porém, em que pese o caráter secundário da carreira no automobilismo, Falletti teve resultados mais destacados do que vários outros nomes que correram de forma profissional na categoria.

Sua estréia ocorreu na Stock Car Light, no ano de 1994, enquanto sua primeira vitória na divisão inferior ocorreu na última bateria daquele ano, disputada no Autódromo de Interlagos. Ainda na Light, vieram outras 03 (três) vitórias, na 3ª e 10ª etapas de 1995, disputadas em Tarumã e Interlagos, respectivamente, e na 1ª etapa de 1996, novamente em Tarumã, sendo que neste temporada, teve sua melhor colocação final, ao terminar o campeonato na 3ª colocação.

Na categoria principal, a estréia ocorreu na temporada de 1998, ano em que obteve sua melhor classificação final (7º lugar), após 03 pódios, sendo 01 segundo lugar e 02 terceiros lugares. Em 1999, os resultados foram mais discretos, pois a melhor posição de chegada foi o 5º lugar alcançado na 9ª etapa, disputada em Londrina-PR.

No ano seguinte, ao fim de uma temporada discreta, veio sua primeira e única vitória na categoria principal, ano em que a Stock se despediu dos motores Chevrolet 6 cilindros. E foi uma vitória que definiu o campeonato. Isto por que, ao vencer a 15ª bateria da temporada, disputada em Interlagos, Falletti adiou o 12º título de Ingo Hoffmann, que precisava vencer para só assim ultrapassar Chico Serra na classificação do campeonato. Porém, mesmo com uma corrida incrível de Ingo Hoffmann, que venceu a 1ª bateria e largou na 22ª e última posição na bateria final, a vantagem obtida por Falletti na frente fora suficiente para garantir a vitória.

Em 2001, fez sua última temporada na categoria, correndo pela equipe de Roberto Manzini, tendo obtido resultados discretos, dos quais se destaca o 5º lugar na 3º etapa, novamente em Interlagos. Um momento de indesejável destaque ocorreu na 6ª etapa, em Interlagos, pouco mais de 1 mês após o fatídico acidente que ceifou a vida de Laércio Justino, nos treinos para a corrida de Brasília. Na largada parada, Chico Serra, que largava na pole, se envolveu em toque com Antônio Jorge Neto, que rodou e bateu do muro da reta dos boxes, enquanto Serra ficou parado no meio da pista, na contramão. Alguns pilotos tiveram tempo de desviar, porém Falletti, Sandro Tannuri e Paulo Yamamoto não conseguiram, sendo que a pancada mais forte fora de Falletti.

A volta de Falletti ao automobilismo ocorreu apenas em 2013, quando participou de 02 corridas na categoria Porsche GT3 Cup, tendo marcado 8 pontos. No mesmo ano, disputou a temporada da categoria Lancer Cup, monomarca disputada apenas no autódromo Vello-Cittá, em Mogi das Cruzes-SP, tendo como melhor resultado o 3º lugar obtido na 4ª etapa.

Nos dois anos seguintes, permaneceu na categoria da Mitsubishi, com resultados discretos, enquanto o ponto alto ocorreu na última etapa de 2014, quando foi o segundo colocado, atrás apenas de Elias Nascimento Jr.

Na Stock Car, foram 58 corridas disputadas, 01 vitória e 03 pódios.







Liderando o pelotão