"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

sábado, 21 de abril de 2018

Miniaturas BMW, Ferrari, Porsche, Mazda e Chevrolet


Já tem um bom tempo que não falo sobre miniaturas aqui no blog, pois a última postagem sobre o assunto foi há quase dois anos atrás. Porém, não me esqueci deste hobby que me acompanha há tantos anos, e ao longo desse tempo, fiz outras aquisições para a coleção. E hoje, aproveito para mostrar algumas das minis na escala 1:64.

Mazda RX7 - Talvez por influência da série Velozes e Furiosos, esse modelo, que em meados de 2003 já tinha um certo tempo de estrada, passou a ter o seu lugar no rol dos esportivos japoneses clássicos, ao lado de modelos Toyota e Mitsubishi. Essa versão de miniatura é fabricada pela Hot Wheels, e apesar de ser da série comum, tem um grande nível de detalhes.


Sempre gostei de carros na versão Station Wagon, e quando vi essa BMW Série 5 Touring, não pensei duas vezes em adquirí-la para a coleção. Esse modelo foi fabricado pela Majorette.


O clássico Porsche 934 RSR Turbo, da Hot Wheels. Essas réplicas de BBS dão um charme a mais à mini.


E por fim, uma Ferrari 456 GT da Matchbox, que veio até na caixinha que deu origem ao nome da marca.


sexta-feira, 6 de abril de 2018

Estréia da Automotor nas Mil Milhas Brasileiras


Referência (ou melhor, sumidade), no que diz respeito a restauração e conserto de carros clássicos de todas as épocas, sobretudo da linha V8 da Ford (Mustang, Maverick, Landau, Galaxie), a Automotor atua no mercado desde o ano de 1963, ao passo que a trajetória nas pistas iniciou-se no início dos anos 80, com a categoria Turismo 5000.

Na época, a equipe virou referência no certame, ao introduzir o Galaxie e o Maverick de 04 portas na disputa, quando os modelos de 02 portas dominavam o grid e as primeiras colocações. O sucesso da receita do Maverick 04 portas fora tão grande, que em 1984 e 1985 sagrou-se campeã da categoria, com o piloto Ney Faustini, enquanto o Galaxie, se não obteve vitórias, ao menos fora sensação nas corridas.

Sendo assim, o post de hoje vai ser dedicado a lembrar a estreia da equipe na Mil Milhas Brasileiras, ocorrida no ano de 1986. Na ocasião, o Maverick da equipe fora pilotado pela dupla Plínio Riva Giosa e João Batista Caldeira, que terminou a prova na 10ª posição na classificação geral, com 183 voltas completadas.

As participações da Automotor em outras edições da Mil Milhas, que durou até a edição de 1996, serão assunto para outras matérias deste blog, aguardem.







Fotos: Página da Automotor no Facebook.

segunda-feira, 26 de março de 2018

A estréia de Giuliano Losacco na Copa Truck


Confesso que fiquei sabendo há pouco tempo que ele iria estrear nos brutos. E no sábado, depois do treino de classificação, foi uma ótima notícia ver Giuliano Losacco conquistar a 9ª posição do grid da etapa de abertura da Copa Truck 2018, disputada no autódromo de Cascavel, PR. E esse feito foi ainda mais especial, levando em conta que os grandes nomes da categoria estavam presentes no grid, em condições iguais de equipamento.

Se o resultado da primeira bateria foi animador, com o 7º lugar obtido (em que pese os vários abandonos), a segunda corrida reservou emoções ainda maiores. Após largar na 1ª posição, devido à regra do grid invertido e os problemas enfrentados por Débora Rodrigues, Lossaco segurou a pressão exercida por André Marques e Wellington Cirino, para vencer a bateria e escrever seu nome na história da categoria.

Sinceramente, que este seja um grande ano para o piloto, seja na Truck ou em qualquer outra categoria pela qual ele venha a correr. Tive o prazer de acompanhar a carreira do Losacco na Stock, desde a estréia incrível em 2003, na qual terminou a prova em 2º lugar, atrás apenas de "um certo alemão que ganhou nada mais, nada menos, que 12 títulos na categoria (!!!)", passando pelos dois títulos (2004 e 2005), sendo por 12 anos o piloto mais jovem a vencer a categoria (e até hoje o mais jovem bicampeão), além dos últimos anos, que foram de performances discretas, muito devido ao equipamento limitado. Mas os seus feitos estão na história, e isso ninguém apaga. Boa sorte Losacco!




sábado, 24 de março de 2018

O trágico acidente da Mil Milhas de 1986

Nem só de boas lembranças é formada a história da prova Mil Milhas Brasileiras. Em algumas situações, sobretudo em virtude da insuficiência de recursos da organização da prova, muitos aspectos deixaram a desejar, sendo a segurança o mais delicados deles.

Numa época em que a transmissão televisiva era tímida, ou mesmo inexistente, o traçado antigo de Interlagos poderia proporcionar muitos sustos e ingratas surpresas aos pilotos. Desde animais na pista, falta de visibilidade e de sinalização apropriada, e não raro, a invasão do público, que muitas vezes buscava um posto o mais perto possível da pista, cercada pelo mato e barrancos em diversos pontos até a grande grande reforma de meados de 1989.

A 16ª edição, disputada em janeiro de 1986, registrou a morte de um desses espectadores, neste caso, o jovem Dalton de Souza Pereira, de apenas 20 anos. Por volta das 2h30min, Dalton e outros 03 amigos atravessaram a pista na altura do final da reta oposta, ponto em que os carros passavam facilmente dos 200 km/h. Do grupo, apenas Dalton não conseguiu evitar o atropelamento, sendo colhido pelo Maverick nº 36, pilotado por Adalberto Tagashira e Sérgio Luiz Gracia.

E ainda, houve quem quisesse conturbar ainda mais a situação, pois um delegado de polícia não identificado quis enquadrar o piloto como autor de um homicídio culposo. Porém, não obteve êxito.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Série nomes que fizeram/fazem a história da Stock Car - Parte XV: Augusto Falletti


Advogado de sucesso, Carlos Augusto Falletti (São Paulo-SP, 06 de agosto de 1960) foi um dos nomes que viu a Stock Car como uma grande oportunidade de praticar o automobilismo como um hobby. Porém, em que pese o caráter secundário da carreira no automobilismo, Falletti teve resultados mais destacados do que vários outros nomes que correram de forma profissional na categoria.

Sua estréia ocorreu na Stock Car Light, no ano de 1994, enquanto sua primeira vitória na divisão inferior ocorreu na última bateria daquele ano, disputada no Autódromo de Interlagos. Ainda na Light, vieram outras 03 (três) vitórias, na 3ª e 10ª etapas de 1995, disputadas em Tarumã e Interlagos, respectivamente, e na 1ª etapa de 1996, novamente em Tarumã, sendo que neste temporada, teve sua melhor colocação final, ao terminar o campeonato na 3ª colocação.

Na categoria principal, a estréia ocorreu na temporada de 1998, ano em que obteve sua melhor classificação final (7º lugar), após 03 pódios, sendo 01 segundo lugar e 02 terceiros lugares. Em 1999, os resultados foram mais discretos, pois a melhor posição de chegada foi o 5º lugar alcançado na 9ª etapa, disputada em Londrina-PR.

No ano seguinte, ao fim de uma temporada discreta, veio sua primeira e única vitória na categoria principal, ano em que a Stock se despediu dos motores Chevrolet 6 cilindros. E foi uma vitória que definiu o campeonato. Isto por que, ao vencer a 15ª bateria da temporada, disputada em Interlagos, Falletti adiou o 12º título de Ingo Hoffmann, que precisava vencer para só assim ultrapassar Chico Serra na classificação do campeonato. Porém, mesmo com uma corrida incrível de Ingo Hoffmann, que venceu a 1ª bateria e largou na 22ª e última posição na bateria final, a vantagem obtida por Falletti na frente fora suficiente para garantir a vitória.

Em 2001, fez sua última temporada na categoria, correndo pela equipe de Roberto Manzini, tendo obtido resultados discretos, dos quais se destaca o 5º lugar na 3º etapa, novamente em Interlagos. Um momento de indesejável destaque ocorreu na 6ª etapa, em Interlagos, pouco mais de 1 mês após o fatídico acidente que ceifou a vida de Laércio Justino, nos treinos para a corrida de Brasília. Na largada parada, Chico Serra, que largava na pole, se envolveu em toque com Antônio Jorge Neto, que rodou e bateu do muro da reta dos boxes, enquanto Serra ficou parado no meio da pista, na contramão. Alguns pilotos tiveram tempo de desviar, porém Falletti, Sandro Tannuri e Paulo Yamamoto não conseguiram, sendo que a pancada mais forte fora de Falletti.

A volta de Falletti ao automobilismo ocorreu apenas em 2013, quando participou de 02 corridas na categoria Porsche GT3 Cup, tendo marcado 8 pontos. No mesmo ano, disputou a temporada da categoria Lancer Cup, monomarca disputada apenas no autódromo Vello-Cittá, em Mogi das Cruzes-SP, tendo como melhor resultado o 3º lugar obtido na 4ª etapa.

Nos dois anos seguintes, permaneceu na categoria da Mitsubishi, com resultados discretos, enquanto o ponto alto ocorreu na última etapa de 2014, quando foi o segundo colocado, atrás apenas de Elias Nascimento Jr.

Na Stock Car, foram 58 corridas disputadas, 01 vitória e 03 pódios.







Liderando o pelotão




terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

O Piloto Vitor Meira


Nascido em Brasília - DF, no dia 27 de março de 1977, Vitor Meira conquistou seu primeiro título no automobilismo no ano de 1995, ao vencer o torneio de inverno da Fórmula Ford Britânica, após 05 corridas disputadas e 03 vitórias.

Pouco tempo depois, em janeiro de 1997, disputou sua primeira Mil Milhas Brasileiras, que naquela ocasião, fora disputada no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília. Entre os "mortais" - pilotos que disputaram a prova com carros nacionais, excetuando-se o Mclaren F1 BMW de Piquet e Cia e o Porsche 911 da Equipe Stuttgart - foi o melhor colocado, na 3ª posição no geral, a bordo de um Protótipo AS Vectra 2.0 em trio com Athos Diniz e Alex Bachega, "apenas" 40 voltas atrás do foguete vencedor.

1997 marcou seu último ano na Fórmula Ford, já que disputou a temporada de 1998 da Fórmula Renault Britânica, pela equipe Martin Donelly Racing, tendo conquistado 01 vitória e o 4ª lugar na classificação geral. Vale lembrar que o campeão daquele ano fora o também brasileiro Aluizio Coelho.

De volta ao Brasil, em 1999, fez sua estréia na Fórmula 3 Sulamericana, que vivia grande fase, com grandes revelações do automobilismo da época em seu grid. A bordo do Dallara 394 Mugen-Honda da equipe de Amir Nasr, venceu 02 (duas) corridas, foi ao pódio outras 05 (cinco), registrou 01 pole position e 01 volta mais rápida. Na classificação final, terminou na 6ª posição, inclusive atrás de seus dois companheiros da equipe principal, os gêmeos Ricardo e Rodrigo Sperafico, e obviamente, do campeão Hoover Orsi.

Naquele ano, disputou sua 2ª Mil Milhas, sob o comando do Proton BP7, que por sua vez estreava nas Mil Milhas. O BP no nome eram as iniciais de Beach Park, um dos patrocinadores da equipe cearense responsável pela construção e preparação do bólido, que era empurrado por um motor BMW. Além de Vitor Meira, a condução do protótipo ficou a cargo dos cearenses Hibernon Cysne e Arialdo Pinho. A corrida para o trio terminou pouco depois da metade, com 240 voltas completadas (das 433 completadas pelo vencedor), o suficiente para deixá-lo na 19ª posição, num grid de 35 carros.

Porém, a grande mostra do talento de Meira fora dada na temporada 2000, quando venceu o campeonato Sulamericano de Fórmula 3, após 08 vitórias, 5 pódios, 4 pole positions e 3 voltas mais rápidas, além da confortável vantagem de 31 pontos para o vice campeão, João Paulo de Oliveira.

O ano de 2001 fora deveras movimentado para o piloto brasiliense, sobretudo pela variedade de categorias e campeonatos que participou, senão vejamos:

1. Fórmula 3 Italiana - Disputou apenas 01 corrida, porém largou na pole position, fez a volta mais rápida e terminou no pódio.

2. 29ª Edição da Mil Milhas Brasileiras - Novamente a bordo do Proton BP7, Vitor Meira vinha forte para tentar surpreender os favoritos à vitória. Neste ano, a preparação ficou por conta da equipe Dragão Motorsport, que na época disputava a Fórmula 3 Sul-Americana. Para se ter uma ideia da performance do Proton BP7 BMW, a máxima no fim da reta dos boxes era de 215 km/h, e chegou a marcar nos treinos o tempo de 1min43s726, sob o comando do próprio Meira. Nos treinos classificatórios, a marca de 1min44s888, suficiente para posicionar o trio Cysne/Pinho/Meira na 6ª posição no grid. Na corrida, a posição final foi a 21ª, com 263 voltas completadas.

3. Fórmula 3000 Européia - Em que pese tratar-se da nova denominação do antigo campeonato de Fórmula 3000 Italiano, o Europeu de 2001 tinha como representantes brasileiros, além de Vitor Meira, o futuro F1 Felipe Massa (e que inclusive fora campeão da categoria naquele ano) e o talentoso Leonardo Nienkotter. Pela equipe ADM Motorsport, disputou 07 das 08 corridas, tendo alcançado 03 pódios (dentre eles o 2º lugar em Zolder/Bélgica) e a 5ª posição na classificação geral.

4. Fórmula 3 Sulamericana - Disputou somente a etapa de Londrina, por ocasião de estar no Brasil naquele fim de semana, quando terminou na 4ª posição.

5. BRASCAR - Este fora um antigo campeonato de corridas longas, disputado, sobretudo, no eixo Rio Grande do Sul/Paraná, onde corriam vários protótipos, dentre eles o MCR, Aldee Spyder e o Esprom. Naquela temporada, Meira correu em parceria com Juliano Moro em 02 provas, tendo vencido uma delas, as 3 horas de Tarumã.

Antes de estrear no automobilismo norte-americano, em 2002, o piloto disputou sua 3ª Mil Milhas, desta feita a bordo de um MCR VW Turbo, formando trio com Nelsinho Piquet e Juliano Moro. Na corrida, chegou a liderar mais de 100 voltas logo após a largada. Porém, após 175 voltas, o eixo-piloto quebrou, deixando a pé o trio de campeões da F3 Sulamericana (Meira fora campeão em 2000, Moro em 2001 e Nelsinho seria em 2002).

De forma paralela, ainda alinhou nas 03 (três) primeiras etapas da Fórmula 3000 Européia, novamente pela ADM Motorsport, sem maiores destaques.

Passando à IRL, a temporada de 2002 para Vitor Meira fora curta, com apenas 04 corridas (Kentucky, Saint Louis, Chicago e Texas), todas pela equipe Team Menard. Entretanto, a última corrida do ano reservou um lugar de destaque, que começou com a pole position nos treinos e terminou com o 3º lugar na prova.

Em 2003, mais uma Mil Milhas Brasileiras, oportunidade em que a vitória esteve bem perto de suas mãos, através do Protótipo ANR Chevrolet. Construído em meados de 2002 pela equipe brasiliense Amir Nasr Racing, tradicional e vitoriosa na Fórmula 3 Sulamericana e que até 2014 disputou o Brasileiro de Marcas e Pilotos, após passagem na Stock Car, o projeto partiu de um chassi de Fórmula 3, do qual foram aproveitados o núcleo central (chassi) e a suspensão. Já o propulsor utilizado foi um Opel 2.0 litros, cuja preparação rendia cerca de 240 cavalos.

Na prova, a condução ficou sob a responsabilidade do quarteto Vitor Meira/Rogério Villas Boas/Antônio Villas Boas/Alexandre Rodrigues, sendo que Meira pilotou a maior parte do tempo. No grid, o ANR partiu da 6ª posição, com o tempo de 1min43s653. A performance na corrida pôde ser comemorada como uma vitória, tendo em vista que para chegar na 2ª posição, o pequeno protótipo superou concorrentes muito mais fortes, como os dois Porsches 911 GT3 que ficaram na 3ª e 4ª posições. De quebra, o ANR ainda registrou a volta mais rápida da prova, com o tempo de 1min42s433, média horária de 151,439 km/h.

Voltando à IRL, 2003 fora um ano de resultados discretos, pois das 10 provas disputadas, teve como melhor resultado um 4º lugar no Texas, palco do pódio de 2003. E também marcou a sua despedida da Menard, passando a correr pela Rahal Lethermann Racing, onde alcançou seus melhores resultados:

2004:

2º Lugar em Richmond e Kansas (apenas 0s005 atrás de Buddy Rice)
Pole em Milwaukee
Volta mais rápida na Indy 500, Texas, Nashville, Kentucky, Chicago e e Fontana

2005:

2º Lugar na Indy 500 e Kentucky
3º Lugar em Kansas e Fontana


Em 2006, Meira assinou com a equipe Panther, e os bons resultados persistiram:

2006:

2º Lugar em Watkins Glen, Richmond e Michigan.
3º Lugar em Kansas, Nashville e Sonoma.

2008:

2º Lugar na Indy 500

Contudo, no fim da temporada de 2008, a parceria com a Panther terminou, razão pela qual Meira passou a correr pela A.J. Foyt Enterprises, inclusive na última etapa daquele ano, disputada em Surfers Paradise, circuito de rua da Austrália. A carreira na Foyt, e consequentemente na Indy, durou até o fim de 2011, sendo que o melhor resultado obtido na equipe fora o 3º Lugar na São Paulo Indy 300 de 2010.

Ainda em 2006, disputou sua última Mil Milhas, a bordo do Protótipo ZF-Chevrolet V8, em trio com Paulo Bonifácio e Felipe Giaffone. Depois de largar na pole, com o tempo de 1min30s247, Meira liderou as 20 primeiras voltas, tendo retomado a liderança da prova na volta 40, após a parada dos boxes. Entretanto, 17 voltas depois, o motorzão Chevrolet estourou no S do Senna, pondo fim à empreitada do trio.

No discreto ano de 2007, disputou também a 10ª etapa da extinta categoria A1 GP, realizada no circuito de Shanghai, na China. No grid, conquistou o 15º lugar entre os 22 carros que largaram, à frente de Sérgio Pérez e Allam Khodair, ao passo que na corrida, foi apenas o 14º colocado.

Na temporada 2012, Vitor Meira volta ao Brasil, desta feita para fazer sua estréia na Stock Car, pela equipe Officer Pro GP, de Duda Pamplona. Isto 08 anos após quase participar da categoria, pois chegou a ser anunciado como companheiro de Adalberto Jardim na equipe Nasr-Castroneves. Nas 12 corridas da temporada, teve um 8º lugar como melhor resultado (Curitiba), terminando a temporada com 45 pontos marcados.

Em que pese a experiência regular na Stock ter durado apenas 01 ano, isto não significou que o carros de turismo foram deixados de lado. Já no ano seguinte, Meira estreou no Brasileiro de Marcas, mais especificamente na 4º rodada, disputada no Autódromo Internacional de Curitiba, em agosto de 2013. Reeditando a parceria com Amir Nasr, assumiu o volante de um dos Ford Focus da equipe, e já na 1ª corrida, chegou na 2ª posição, após largar na pole position. E o melhor estava por vir, pois, mesmo com a regra da inversão do grid, tendo que largar na 7ª posição, venceu a 2ª prova, que marcou também a 1ª vitória da Ford na categoria.

Passados 15 anos do seu último título no automobilismo, Meira voltou a faturar um campeonato, desta vez no Brasileiro de Marcas. Em 2015, após 16 corridas, terminou 27 pontos à frente de Gustavo Martins para levar mais um título para a Honda, pela equipe de seu antigo parceiro de corridas, Juliano Moro (JLM Racing). E este foi um campeonato marcado pela regularidade, pois a sua vantagem fora construída com 04 segundos lugares, 03 terceiros e 03 quintos, a la Keke Rosberg em 1982 na Fórmula 1, ou seja, sem nenhuma vitória.

Nas corridas de duplas da Stock Car, igualmente esteve presente nas edições de 2014 a 2016. No primeiro ano, formou dupla com Vitor Genz no Peugeot 408 da equipe Boettger Competições, tendo abandonado a 05 voltas do final. Em 2015 e 2016, formou dupla com Max Wilson no Chevrolet Sonic da RC Competições, tendo finalizado as provas em 6º e 18º, respectivamente.

E recentemente, fora anunciado como titular do carro nº 43 da equipe Mico's Racing, dos irmãos uruguaios Pablo e Juan Carlos "Mico" López, que correrá pelo menos a etapa de abertura com dois carros. Para a corrida, Vitor Meira acertou a parceria com Vicente Orige, atual campeão do Brasileiro de Marcas.


* Os direitos de imagem referentes às fotos abaixo estão reservados aos seus autores. Caso seja do interesse dos respectivos a retirada das fotografias desta postagem, favor entrar em contato.


1000 km de Brasília - 2002 - Protótipo ANR

Fórmula 3 Sulamericana - Amir Nasr Racing - 1999

Fórmula 3 Sulamericana - Amir Nasr Racing - 2000


Brasileiro de Marcas - 2013

Stock Car 2012

MCR VW Turbo - Mil Milhas de 2002

Proton BP7 BMW - Mil Milhas de 2001

Protótipo ZF Chevrolet V8 - Mil Milhas de 2006

Brasileiro de Marcas 2015

Indy Racing League 2003

IRL 2004

IRL 2006

IRL 2007

IRL 2011

Stock Car 2016

Brasileiro de Marcas 2014
Stock Car 2014

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Largada da Mil Milhas de 1961


Seguindo a tradição dos anos anteriores, a 6ª edição da Mil Milhas Brasileiras, disputada em 26 de novembro de 1961, teve o grid formado no estilo "Le Mans", ou seja, pilotos de um lado e carros do outro, dispostos em 45º em relação à pista.

Na foto abaixo, temos os seguintes pilotos e bólidos nas primeiras posições:

1 - Alfa Romeo FNM nº 01 - Christian Heins/Chico Landi - Vencedores do ano anterior, terminaram a prova na 2ª posição, com a desvantagem de apenas 12 segundos para os vencedores, a Carretera Chevrolet nº 09 de Orlando Menegaz e Italo Bertão.

2 - Carretera Chevrolet Corvette 4.5 nº 02 - Caetano Damiani/Ivo Rizzardi - Terminaram na 5ª posição, sendo esta Carretera posteriormente vendida ao piloto Roberto Galucci.

3 - Alfa Romeo FNM nº 70 - Sérgio Palhares Castro/José Francisco Silva - 12ª posição, com 181 voltas completadas.

4 - Carretera Chevrolet Corvette 4.3 nº 04 - Camilo Christópharo e Celso Lara Barberis - 14ª posição ao final. Esta Carretera havia sido comprada de José Gimenez Lopes, teve o teto rebaixado, e posteriormente fora vendida a Catharino Andreatta.

5 - Alfa Romeo FNM nº 05 - Mario Olivetti e Ailton Varanda - Trata-se de um FNM modificado, que por conta de sua aparência estranha, ganhou na época o apelido de "Tanto-Faz", pois a traseira se confundia com a dianteira. A performance na prova foi das melhores, pois a dupla terminou na 3ª posição, com 195 voltas.

6 - Carretera Chevrolet Corvette 4.5 nº 58 - Antônio Carlos Aguiar e Antônio Avallone - Encerrou a prova na 8ª posição.

7 - Carretera Chevrolet Corvette 4.3 nº 09 - Orlando Menegaz e Italo Bertão - Vencedores da prova, com a vantagem de 12 segundos para o FNM nº 01 de Heins/Landi, conforme dito acima.